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  • Crédito: FIVB

    Markéta Sluková está no Circuito Mundial desde 2009.

Sluková está próxima de sua terceira Olimpíada

Dupla tcheca está em 17º lugar no Ranking Olímpico provisório da FIVB, que termina em junho de 2021
Por: Redação e agências - 07/10/2020 12:11:44
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A jogadora tcheca, Marketa Sluková se firmou no Circuito Mundial da FIVB desde que fez sua estréia no Tour em Klagenfurt, em 2009, ao lado de Krystyna Kolocova e ela está a caminho de seus terceiros Jogos Olímpicos em Tóquio 2020.

A bloqueadora tcheca e sua parceira Barbora Hermannová jogaram juntas na Rio 2016 e atualmente estão em 17º lugar no Ranking Olímpico provisório da FIVB, que termina em junho de 2021.

Além de dois Jogos Olímpicos, Sluková, de 32 anos, disputou quatro Campeonatos Mundiais de Voleibol de Praia da FIVB e ganhou seis títulos do Tour Mundial, sendo o mais recentemente no torneio de 3 estrelas de Kuala Lumpur, em abril de 2019.

Ela e Hermannová alcançaram recentemente às semifinais do Campeonato Europeu de 2020 CEV em Jurmala Beach, na Letônia.

A atleta tcheca nunca sonou em chegar a este patamar em sua carreira: “Meus primeiros cinco anos foram uma luta e tanto porque eu era pequena e um pouco rechonchuda e não era muito boa no vôlei”, disse Slukova durante a Euro, em Jurmala.

"À medida que fui crescendo, fiquei um pouco maior e um pouco mais confiante, então daquele momento em diante meu futuro no voleibol começou a parecer um pouco mais brilhante, mas mesmo aos 20 anos, se você tivesse me dito que eu iria jogar uma Olimpíada, provavelmente me faria sorrir", continuou Sluková.

Sluková e Kolocova participaram do Campeonato Mundial Sub-19 e de dois Campeonatos Mundiais Sub-21 e, embora não tenham conquistado medalhas, deixaram uma boa impressão e conquistaram o ouro no Campeonato CEV Sub-23 de 2010.

A essa altura, elas estavam mostrando que eram um time competitivo no World Tour, antes da qualificação para Londres 2012, onde superaram suas expectativas ao chegarem às quartas de final, sendo eliminadas pela dupla norte-americana, April Ross e Jennifer Kessy, que viriam a ser medalha de prata.

“O quinto lugar foi um ótimo resultado”, disse Sluková. “Kristine e eu éramos uma grande equipe antes, com alguns bons resultados, mas não recebemos tanta atenção e nosso esporte não recebeu tanto reconhecimento na República Tcheca, e isso realmente mudou depois de Londres. Entramos naquela Olimpíada sem expectativas. O Simon (Nausch) já era nosso treinador e orientou-nos muito bem durante todo o processo e tirou a pressão sobre nós. Sua primeira Olimpíada é realmente impressionante. Os estádios, a atenção, tudo é muito importante", continuou a tcheca.

Após Londres 2012, Sluková e Kolocova continuaram sua ascensão. A dupla encantou seus fãs no Open de Praga em 2014 ao ganhar seu primeiro ouro no World Tour e, em seguida, chegar ao topo do pódio no Grand Slam de Berlim. Um ano depois e após um 17º lugar no Campeonato Mundial de Vôlei de Praia da FIVB da Holanda 2015, Sluková e Kolocova seguiram caminhos separados.

Sluková rapidamente se uniu a Hermannová para a corrida da Rio 2016, quando conquistaram a vaga na Copa Mundial Continental.

“O Rio era outra história. Em Londres não havia expectativa e nem pressão. Foi um conto de fadas maravilhoso com final feliz e o Rio foi diferente. Barbora e eu nos juntamos em 2015 e conseguimos nos classificar sem nem jogarmos juntas um ano, e nos classificamos na Copa do Mundo Continental. Foi na última chance de qualificação e foi extremamente emocionante e um processo exaustivo. O estresse e a pressão foram enormes, e vencemos nosso set de ouro contra a China, em um set de 15. Essa partida de 10 minutos decidiu nosso trabalho nos últimos anos e consumiu muita energia. Eu não acho que experimentei nada tão estressante e foi brutal para todos. Lembro-me de jogar contra Vanuatu. A partida estava 13-6 e elas tinham lágrimas nos olhos. Eu queria vencer, mas para elas seriam o primeiro time de Vanuatu a se classificar para os Jogos, e pensava: você acabou de estragar os sonhos delas em sete minutos”, disse Sluková.

na Rio 2016, Sluková e Hermannová, terminaram em 17º após uma derrota para as russas Ekaterina Birlova e Evgenia Ukolova na rodada da repescagem. Elas estavam juntas há menos de um ano, mas agora, com cinco anos de experiência juntos, Sluková espera que ela e Hermannová se preparem melhor se chegarem aos Jogos de Tóquio 2020.

“A coisa mais importante que aprendi nos últimos dois processos de qualificação olímpica é que a jornada nunca será o que você espera, e você só precisa ser flexível e se ajustar a cada situação. Toda vez que eu pensava que tinha descoberto tudo, algo me surpreendia. Talvez seja uma lesão ou mudança de equipe. Isso significa que você tem que reaprender tudo. Esses momentos moldam você como jogadora e como pessoa. Mas você tem que ser flexível e adaptável a qualquer coisa".

Caso se classifique, Sluková será a primeira jogadora tcheca a disputar três Jogos Olímpicos, um feito e tanto para quem nunca achou o vôlei fácil no início.

“Eu era ambiciosa, determinada, disciplinada e comprometida. Mas, naquela época, não sabia se seria boa o suficiente ou se a equipe seria boa o suficiente para jogar uma Olimpíada, Agora, 22 anos depois, é uma compreensão muito humilde saber que é possível e saber que serei a única jogadora tcheca a competir em três Jogos Olímpicos, é muito bom", finalizou Sluková.


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