Olimpíadas

  • Crédito: Renan Rodrigues/CBV

    Ágatha e Bárbara: Alemanha rompeu hegemonia de Brasil e EUA.

Queríamos uma final brasileira

Ágatha e Bárbara Seixas comemoram prata, mas projetavam uma decisão Larissa e Talita
Por: Redação - 18/08/2016 23:00:40

Medalhistas de prata no torneio olímpico feminino de vôlei de praia, Ágatha e Bárbara Seixas fizeram uma análise do que foi a competição na Rio 2016. Para elas, o segundo lugar deve ser comemorado, pois recoloca as mulheres do Brasil no pódio depois de 12 anos. Mas confessaram uma frustração: gostariam de ter feito a decisão contra o outro time brasileiro, formado por Larissa e Talita.

Como foi dormir, após a conquista da prata?
Bárbara Seixas - Foi um sono de alegria. Com certeza, trazer uma medalha é sempre motivo de alegria, independentemente da cor. O atleta quer sempre se superar, dar o melhor, colocar em prática o que faz todos os dias. Quando não consegue de maneira 100% eficiente, a gente tende a ficar chateado. Nessa nossa final, aconteceu um pouco isso. Não conseguimos colocar em prática nosso jogo. Mas ter chegado a essa final exigiu muito da gente. Nosso potencial como time é incrível. A gente teve que jogar muito voleibol para chegar a essa final. A sensação é de dever cumprido. Temos muita gratidão por toda a jornada até aqui.

Brasil e Estados Unidos, que sempre dominaram o vôlei de praia, encontraram adversários à altura?
Bárbara Seixas - O vôlei de praia cresceu muito. Está se tornando cada vez mais profissional, mais detalhista. Acho, sim, que hoje em dia existem outras potências, outros países brigando de frente com a gente. Nas outras edições olímpicas, obtivemos muito sucesso. Desde 2004, um time do Brasil não ia para a final. Já é um progresso. O fato de o Brasil, por tanto tempo, se manter entre os três primeiros do pódio é uma vitória, ainda mais com o crescimento do esporte, as renovações. É natural que fique cada vez mais difícil. O Brasil foi muito visado pela tradição que tem. Isso torna ainda mais difícil. Mas tem que ser valorizado.

Terminar à frente da outra dupla brasileira (Larissa e Talita) também era uma meta de vocês?
Ágatha - Nosso time nunca foca nos outros times. A gente foca no que a gente tem que fazer. As meninas tiveram o planejamento delas, mas infelizmente não conseguiram uma medalha. A gente queria muito uma final contra elas. Torcíamos por isso.

O brasileiro vai valorizar essa prata de vocês?
Ágatha - Tudo é a visão de cada um. O copo pode estar meio vazio ou meio cheio. A gente dormiu pensando e acreditando na nossa conquista. Estamos muito felizes por isso.


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