Olimpíadas

  • Crédito: Getty Images Sport

    Rússia está banida do esporte de alto rendimento pelos próximos quatro anos.
  • Crédito: Divulgação/FIVB

    Atletas russos que estiverem limpos poderão competir sem bandeira em Tóquio.

Russos terão que competir sob bandeira neutra em Tóquio

Envolvida em escândalo de doping, Rússia foi banida do esporte pelos próximos 4 anos
Por: Redação - 09/12/2019 14:16:45

A Rússia foi banida do esporte de alto rendimento pelos próximos quatro anos. A punição foi anunciada nesta segunda-feira (9) pela Agência Mundial Antidoping - WADA - e se baseia em evidências de casos de doping em massa no país europeu. A medida terá impacto direto sobre os campeões mundiais Viacheslav Krasilnikov/Oleg Stoyanovskiy, que estão classificados ao torneio olímpico de Tóquio, no ano que vem.

A sanção ao país europeu foi decidida de maneira unânime e valerá até 2023. Durante esse período, a Rússia não poderá participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem, dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022 e ainda da Copa do Mundo de Futebol, que será realizada no Catar, no mesmo ano. A sede da última Copa do Mundo também está proibida de receber competições esportivas internacionais durante o período. Vale lembrar que cabe recurso junto à Corte Arbitral do Esporte.

Apesar da punição ao país, atletas russos que estiverem limpos poderão competir sob bandeira neutra - esse é justamente o caso de Krasilnikov/Stoyanovskiy. Além de comprovarem que estão limpos, testando negativo nos exames antidoping, os russos não poderão competir por seu país no Japão.

“Por muito tempo, o doping russo prejudicou o esporte limpo”, destacou a WADA, em comunicado. A agência concluiu que os russos alteraram dados laboratoriais sem autorização, plantaram evidências falsas e ainda apagaram arquivos relacionados à possíveis casos de doping.

Viacheslav Krasilnikov/Oleg Stoyanovskiy foram a primeira dupla a garantir classificação às Olimpíadas, graças ao título no Campeonato Mundial de Hamburgo, em julho desse ano. Na oportunidade, eles venceram todos os oito jogos que disputaram. Na final, vitória sobre os donos da casa Julius Thole/Clemens Wickler por 2 sets a 1 (19/21, 21/17 e 15/11).

As denúncias da indústria do doping russo vieram à tona em 2015, e a agência antidoping da Rússia foi suspensa. No ano seguinte, que marcou os Jogos Olímpicos do Rio, a delegação russa, com cerca de 270 atletas, desfilou e competiu sob bandeira neutra. Além disso, os atletas precisaram se enquadrar em uma série de exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI) para participar dos Jogos.

Doping nos Jogos do Rio

Ainda nos Jogos Olímpicos do Rio, uma atleta foi excluída às vésperas da disputa do torneio olímpico de vôlei de praia em Copacabana por conta do doping: a italiana Viktoria Orsi Toth, que testou positivo para Clostebol, um esteróide anabolizante. Parceira de Marta Menegatti, a italiana foi substituida no Rio por Laura Giombini.

 

 

 


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